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A história do Guns n'Roses na verdade começa na Inglaterra. Geograficamente na cidade de Stoke, em 1965, onde nasceu Saul Hudson, conhecido também como Slash. Porém, é apenas um detalhe, porque logo depois, seus pais, norte-americanos, retornaram à terra natal, Los Angeles.
Na sua adolescência ouviu muita música, influenciado pelos pais q trabalhavam no meio. Mas o tesão e a paixão pelo rock aconteceram quando uma antiga namorada colocou na vitrola o LP Rocks do Aerosmith. "Quando ouvi aquele som fiquei chapado. Literalmente de quatro", lembrou Slash anos mais tarde.
Em 1979, com 14 anos, conheceu Steven Adler. Os dois imediatamente ficaram amigos e passaram a escutar discos, principalmente do Kiss, e a tocar juntos. Naquela época Steven pegava na guitarra e Slash arranhava o baixo.
Steven nasceu em Cleveland, Ohio, em 1965, mas foi criado em Hollywood. Sua fama sempre foi de doidão. "A primeira vez que fiquei pirado..", recorda, "..tinha 8 anos. Entrei no banheiro da minha vó e fumei um baseado". Saiu de casa pela primeira vez aos 12 anos e foi viver com a mesma avó, o que já prenunciava seu futuro rocker e alucinado.
Seus ídolos eram Roger Taylor do Queen, Keith Moon, do The Who, e John Bonham, do Led Zeppelin, a quem imitou por anos, tocando em latas de biscoitos e livros.

Axl Rose dava seus primeiros berros quando seu pai deu no pé, abandonando sua mãe e o pequeno fedelho. Isso foi na insignificante cidade de Lafayette, em Indiana, onde nasceu, em 1962. Sua infância foi a pior possível, vendo seu padrasto espancar sua mãe quase que diariamente. Ele mesmo conta que, durante a adolescência, foi preso mais de 20 vezes por bebedeiras e arruaças, o que lhe causou a expulsão do coro da igreja pentecostal. Mas a barra pesou quando foi acusado de roubo de carro, o que provocou sua saída da cidade, depois de um bom período no xadrez.
Adeus, Lafayette! Olá, Los Angeles! Porém, na cidade grande, Axl bebia mais ainda e as badernas triplicaram de tamanho. Já seu companheiro de Lafayette, Izzy Stradlin, foi um pouco mais sutil. Terminou o colegial, jogou seu instrumento na caçamba de uma caminhonete e saiu fora para Los Angeles.
"Porra, naquela cidade não tinha nada pra fazer, a não ser encher a cara todo dia. Então resolvi tentar algo mais útil". Todos os caminhos levavam para L.A.. Chegando lá Izzy fez de tudo. Trabalhou em espeluncas noturnas, traficou drogas e agenciou putas. "Cheguei a ficar cinco dias sem comer, só tomando água", confidenciou mais tarde.

Mas o destino, com todas as suas voltas, um dia chega. E Izzy sacava isso. Na páscoa de 1980 um desconhecido bateu à sua porta procurando um amigo perdido. O desconhecido? Axl Rose. Imediatamente lembraram-se de Lafayette, do clima tórrido e da sensação de tédio. Depois de um porre imediato decidiram que Axl ficaria morando lá.
Dois anod depois, após muita luta, Izzy já estava tocando guitarra razoavelmente bem, e a dupla tinha algumas canções escritas. O óbvio então aconteceu. Formaram a banda Hollywood Rose. Fizeram os primeiros shows. Apesar de nada de importante ter acontecido, eles sabiam que tinha futuro. Vários pardieiros depois fundiram-se com um grupo chamado LA Guns. Assim nasceu o Guns n' Roses. A formação do grupo era Axl nos vocais, Izzy na guitarra, e mais, Tracii Guns na outra guitarra, Rob Gardner na batera e Duff Mackagan no baixo.
Voltando um pouco no tempo, Duff, o quinto homem da formação ideal do Guns, veio de um subúrbio de Seattle, onde nasceu em 1964. Aprendeu baixo com seu irmão mais velho, Bruce, músico que tocou com várias bandas desconhecidas. Seu maior ídolo foi Sid Viscious, do Sex Pistols, fato que influenciou sua postura no palco. Ao mesmo tempo em que seu irmão o ajudava no instrumento, seu pai o levava por outros caminhos. "Me lembro que aos 8 anos meu pai me deu whiskie. Lá pela quarta dose eu tava tão louco que não conseguia pronunciar nada". Na verdade, Duff sempre foi o melhor músico do Guns. Antes de se mudar para Los Angeles, atraído por um anúncio procurando um baixista que gostasse de Alice Cooper e Aerosmith, já tinha tocado com mais de 30 bandas.
O tal anúncio era de Slash e Steve Adler. Outra vez o destino entra em cena. Mas o momento certo ainda não havia chegado. Percebendo que a dupla falava muito, mas trabalhava pouco, Duff se mandou para juntar-se ao Guns n'Roses.Quando Gardner e Guns caíram fora, por achar os outros membros loucos demais, Duff chamou Steven e Slash. Afinal, eram bons músicos. A química estava pronta. A formação básica que se tornaria conhecida mundialmente finalmente estava completa. O destino, enfim, fechava seu primeiro ato.

Depois de muitos ensaios, a banda fez a sua estréia no Club Troubadour, em Los Angeles. Chamaram à atenção, mas nada para arrancar os cabelos. A quantidade de álcool e drogas aumentava proporcionalmente a carreira da banda.
Logo após a estréia, saíram em sua primeira tour, pela Califórnia. A Hell Tour. O repertório do grupo era recheado de covers tipo "Jumping Jack Flash", dos Rolling Stones, "Heartbreak Hotel", de Elvis Presley, e "Whole Lotta Rosie", do AC/DC. O público adorava o som do Guns. Sua performance era diferente da maioria das bandas da cena. Axl pulando como louco, rodopiando pelo palco todo, se esgoelando até cair sem forças. Slash, como um verdadeiro guitar-hero, atacando sua Les Paul com raiva, no melhor estilo de seu ídolo, Joe Perry, do Aerosmith. Izzy, Duff e Adler, sem ficar atrás, completavam a usina de rock. Mas não era só o visual. Eles tocavam muito bem e a crítica também se ligou no lance.
Com o Aerosmith em decadência, abalados por problemas com drogas, hoje já superados, coube, naquele momento, ao Guns, segurar a barra do hard rock. E eles mandaram tudo pelos ares com muita competência. Mas os boss (tas) das gravadoras pareciam não querer enxergar a bagaça. De saco cheio da situação de fazer sucesso nos shows, ver as platéias sempre lotadas com admiradores fixos, resolveram partir para a produção independente. Em 85, através do selo Uzi Suicide, lançaram seu primeiro EP. Era o que faltava para o Guns decolar. A conhecida manager, Vicki Hamilton, descobridora de novos talentos, adotou os rapazes. Impressionada pelo visual e pelas qualidades musicais dos gunners, resolveu levá-los até David Geffen, proprietário da, então, Geffen Records.
Em 26 de março de 1986 assinam o contrato com a Geffen. Com os bolsos cheios de dinheiro, pelo adiantamento, ficam tranqüilos para criar. "Appetite For Destruction", o disco de estréia, chega ao mercado em julho de 87. Sucesso. Os dias de fome e privações ficaram pra trás. O LP chega ao topo e apenas nos Estados Unidos alcança a marca de seis milhões de cópias vendidas. Nada mal para uma banda iniciante. Axl, Slash, Steve, Izzy e Duff passam a fazer parte do seleto time dos milionários do rock n'roll. Pobreza never more! Cercados de uma atenção até aquele momento inédita para eles, "Appetite For Destruction" foi gravado e mixado num superstúdio de Los Angeles, com o produtor Mike Clink (Ozzy Osbourne e Survival). Esse disco, um petardo que une punk, heavy e hard, sem dúvida é um dos melhores dos anos 80. Um trabalho energético, orgásmico, que junta ódio com amor e ira com perversão. Todas as dificuldades, as vivências e as loucuras passadas pelos 5 gunners em suas estradas, foram aglutinadas nesse álbum. É pau puro da melhor qualidade.

Seguiu-se uma sucessão de tours. Abriram para o Motley Crüe, The Cult, Aerosmith e até para o ídolo Alice Cooper. Enquanto percorriam os Estados Unidos de ônibus, o LP de estréia subia nas paradas do país. No verão de 88 "Appetite" alcança o 1º lugar. O Guns se torna a quinta banda de hard-rock a conseguir esse lance. Além disso, foi o segundo álbum de estréia de uma banda (antes foi Mental Heath, do Quiet Riot, em janeiro de 83, em toda a história do rock, a chegar nessa posição.
Enquanto tudo isso rolava, dois fatos tem que ser lembrados: Duff se casou e o baixista do Cult, Haggis, o substituiu por um tempo. O batera Adler quebrou a mão e Fred Coury, do Cinderella, segurou a onda.
O sucesso, inesperado pela rapidez, mexeu com os rapazes. Na ocasião Duff tagarelou: "Appetite não é um disco comercial. Agente achava que não ia ter muitas vendas. Esse não é o tipo de música que chega ao 1º lugar". De uma hora pra outra o Guns se torna o tesão dos adolescentes. Hollywood também adota a banda. Clint Eastwood escolhe "Welcome To The Jungle" para trilha de um filme. Definitivamente 88 foi o grande ano do grupo. "Sweet Child O'Mine" descola o prêmio de melhor clip heavy metal no MTV Awards.
Talvez o que mais impressione neste disco de estréia, além da alta vendagem, é o teor dos versos agressivos e autênticos das canções. Axl, o autor da maioria das letras, colocou pra fora todas as angústias e amargura de suas experiências. Letras maturadas pelo tempo e a existência como "Out Ta Get Me", inspirada, segundo diz o próprio músico, no período em que estava preso em Indiana. "Rocket Queen" foi uma homenagem a uma antiga namorada, que não deixou saudades. "Sweet Child O'Mine" é uma doce canção de amor oferecida para a modelo Erin Everly, que tempos depois casaria-se com Axl Rose. Mas a música não foi tudo nesse álbum. O trabalho gráfico da capa, originalmente uma cena futurista de um estupro de um robô, de autoria do artista plástico Robert Williams, foi relegada a parte de dentro do disco(Não aqui no Brasil). Seu aspecto impressionante causou um certo mal-estar entre os dirigentes da gravadora. Axl e seus companheiros, então, escolheram uma ilustração mais comportada.

Se em 1987 a América já estava no papo, na Inglaterra as coisas não foram tão rápidas. Os ingleses tiveram contato com o Guns em 87, quando se apresentaram por três noites no lendário Marquee, de Londres. Nada demais rolou, apenas algumas notas nos jornais. No ano seguinte, em agosto, são convidados para o tradicional festival Monters Of Rock, em Donington. Eles sabiam que seria a grande chance de saltar para o mercado europeu e mundial. Fazem um showzaço. A inglesada cai de quatro e se rende ao torpedeamento que o Guns impõem às mais de 50 mil pessoas presentes. A crítica falou bem do show. Exaltou o punch e a performance de palco, considerando o Guns como um novo alento para o rock pesado. Porém, mais uma vez, a tragédia entra de sola no caminho do rock. Enquanto o Guns detonava a eletrizante "It's So Easy", dois jovens eram esmagados até a morte, pelo excesso de gente à beira do palco. As câmeras de TV registraram tudo. Os gunners não percebem e depois do show ficam sabendo da merda. Desgraças, queiram ou não, são o melhor marketing para um grupo de rock. O lance foi comparado à fatídica apresentação dos Rolling Stones em Altamont, nos Estados Unidos, em 1969, quando os Hells Angels assassinaram um homem e provocaram uma pancadaria violenta. Axl lamentou o episódio declarando: "Eu não sei realmente o que pensar sobre isso. Nós não dissemos para as pessoas socarem uma às outras. Nós não dissemos para beberem até cair. Eu não me sinto responsável por isso."
No fim de 1989 o Guns já havia atravessado os Estados Unidos de ponta a ponta, se apresentando nos mais remotos confins do país. Europa, Japão e Austrália também estavam à mercê dos gunners. Aqui na terra do futebol, a banda também havia estourado, e os hockers esperavam um show do Guns a qualquer momento. O público pedia um disco ao vivo. Slash e companhia acham prematura o lançamento do produto.
Pressionados pela gravadora, a Geffen, lançaram GN'R Lies. Quatro faixas ao vivo, tiradas de seu primeiro EP, lançado pelo selo independente Uzi e quatro inéditas acústicas.
As músicas ao vivo são porradaças no melhor estilo arrasa quateirão, que mostram toda a fúria do grupo, on stage. Destaque para uma potente versão de Mamma Kin, do Aerosmith. As acústicas "Patience", "Used To Love Her" e "You're Crazy" (que na verdade já tinha saído em Appetite numa versão heavy), destacam-se pela simplicidade, equilíbrio e beleza. Slash e Axl estão em sintonia perfeita, na união voz e violão. E uma encrenquinha, pra não fugir do costume. "One In A million", que completava o lado acústico, gera controvérsia e polêmica. Por causa dos muitos "faggots" (viados) e "niggers" (negros, pejorativamente), são acusados de racistas e preconceituosos. Fama, aliás, que carregam até hoje e que ainda provoca muitos problemas.

GN'R Lies também vendeu pra caramba. Seis milhões de cópias, assim como "Appetite". O Guns consegue a proeza de colocar os dois álbuns, ao mesmo tempo, entre os cinco mais vendidos da América. Muita grana e badalação. Mas, é nessa fase que começam os problemas que quase acabaram com a banda. Em outubro de 89 são convidados pelos Stones para abrirem quatro noites no Los Angeles Memorial Coliseum. Axl chega atrasado. No camarim quebra o pau com os outros gunners. Sobe no palco tomado, puto da vida, e abre o bico, acusando "certos membros do grupo" de estarem entregues à heroína. Afirma que este seria seu último show com o Guns. O escândalo foi total. Uma zona se instalou no backstage e os jornalistas e a platéia já davam certa a saída de Axl. Na noite seguinte, porém, Slash se desculpa publicamente e promete contornar os problemas com drogas.
Apesar do exemplo de Axl, foi ele quem sempre arrumou a maioria das confusões. Em Atlanta foi preso num grupo de pessoas que atacou os seguranças. Uma briga num estacionamento, na Filadélfia, levou-o em cana de novo. Dessa vez o promotor da tour, Doug Goldstein, conseguiu livrar Axl na boa, sem fiança. Em Chicago Axl e Steve estavam imitando Jon Bom Jovi. Um empresário não gostou e a pancadaria rolou solta.
Izzy Stradlin também aprontou. Na Alemanha, ele e Duff amarraram o baterista do Faster Pussycat, grupo que estava abrindo para o Guns, no elevador. Na entrega do prêmio MTV, de 89, Izzy saiu no braço com Vince Neil, vocalista do Mötley Crue, porque chamou a esposa de Vince de gostosa na frente do marido. Na mesma noite, foi peitado pelos seguranças quando mijava numa entrada de ar. E, enquanto Axl brigava com os ingleses do Dog's Amour, numa boate de Los Angeles, Duff tomava um cacete de um leão-de-chácara de New Orleans. Confusão a dar com pau. Se na rua a bagunça era geral, na casa de Axl a coisa não era diferente. Depois de reclamar de ter apanhado de policiais, que foram investigar porque ouvia música tão alto, Rose foi acusado de dar uma garrafada na sua vizinha. Isso foi em outubro de 1990, e lhe rendeu um processo. Mas, a situação mas dolorosa por que Axl passou, segundo ele mesmo confessou, foi o casamento com Erin Everly. Ficou casado poucos meses e aulou-o em fevereiro de 91, logo após retornar do Brasil, onde o Guns se apresentou no Rock In Rio 2. "Foi o maior erro da minha vida. Ela sempre estava junto dos amigos. Acho que não tinha idéia do que significava ser uma esposa".

Quanto aos dois shows do Guns no Rock In Rio 2, o primeiro foi bem legal. Mostraram-se entrosados. Slash detonou riffs precisos e solos longos e variados. Axl estava bem disposto, falou muito com o público e cantou com competência. Izzy segurou a barra na segunda guitarra. Duff, como sempre muito seguro no baixo, compôs uma cozinha de peso com o baterista estreante, Matt Sorum, ex-The Cult. O tecladista Dizzy Reed, também estreante, mostrou a que veio. Já na segunda apresentação, os gunners pareciam fora de ritmo. Na maioria ressaca.
Em abril de 90 participam de um show beneficiente em Indianápolis. Desse concerto foi tirada a canção cover "Knockin' On Heaven's Door", incluída na trilha sonora do filme "Days Of Thunder". "Civil War" foi oferecida a George Harrison, que usou a música no disco "Nobody's Child", para arrecadar fundos para os órfãos da Romênia.
Nesse ano a primeira baixa da formação acontece. Em julho, Steven Adler, baterista e amigo de infância de Slash, é demitido da banda. Seu envolvimento com drogas vinha atrapalhando seu rendimento no trabalho. "Ele estava passando dos limeites. Estava mentindo para nós, fingindo se recuperar. Eu estava tentando ajudá-lo. Mas o lance ficou insustentável", contou Slash na ocasião. Após uma seleção, Matt Sorum entrou no lugar de Steven. Junto com ele chegou o tecladista Dizzy Reed.
Em 1991 sai o novo e tão esperado LP do grupo. Entram no Rumbo Studios, em Los Angeles, no dia 13 de janeiro, com Mike Clink, mais uma vez na produção. Gravam 36 músicas. O problema era escolher as músicas para a bolacha. Em junho lançam o single "Don't Cry". Os álbuns duplos "Use Your Illusion 1 e 2" saem no final de julho. Mais uma vez o Guns arrebenta a boca do balão. Os discos estão chapados de épicos, no melhor estilo dos anos 70. Canções com mais de dez minutos, como a antidrogas "Coma" e "November Rain". Junto com os "Use", veio uma megatour que fez os rockers do mundo sacudirem. O tiro inicial da tour, no estádio de Wembley, em Londres, teve seus 47 mil ingressos esgotados no primeiro dia de vendas.
A tour é fantástica. Por onde passam nem todos conseguem ver o show. Muita moçada pra poucos concertos. Todo mundo queria curtir a banda. A sucessão de estádios abarrotados por um público fanático, dançante e alegre, os faz pensar num disco ao vivo documentando a bagaça. As platéias deliram com o Guns em ótima fase. Slash se firma como um guitar-hero, com sua inseparável Les Paul. Sola cada vez melhor, com mais alma e tesão. Matt Sorum passeia pela batera como um foguete, secundado pelo baixo marcado e criativo de Duff. Axl, com sua postura irritada e provocativa, mexe com a platéia e cumpre seu papel. Izzy e Dizzy completam o grupo.

Tudo deu certo para Slash em 1991. Entra no rol dos grandes guitarristas de rock. Colabora com nomes importantes como Michael Jackson, Bob Dylan, Iggy Pop e Lenny Kravitz. Declarou: "Sair do nada e chegar a tal ponto foi uma grande virada na minha cabeça". Em 7 de novembro de 91 Izzy Stradlin anuncia sua saída da banda. A partida foi pacífica. É substituído por Gilby Clarke, ex-Kill For Thrills. Entram em recesso no ano de 1992. Axl, como sempre, arrumou grandes fuzuês com a imprensa da Inglaterra e dos Estados Unidos. Na música "Get In The Ring", chega a citar nominalmente nomes de veículos e jornalistas que metiam o pau nele e no Guns, chegando a mandar todos a merda.
93 passa batido. A nota desagradável é o processo movido pelo antigo baterista Steven Adler, alegando que os outros membros tinham transformado-o num viciado em drogas. Ganhou 2,5 milhões de dólares. Nada mal.
No ano seguinte lançam o interessante "The Spaghetti Incident?", um disco de covers punks e pré-punks. Grupos como Nazareth, UK Subs, Dead Boys, The Misfits, entre outros, estão nessa porradaça do Guns. Realmente é um trabalho chapante, bem escolhido e executado. Inclusive gravaram a música "Look At Your Game Girl", do maníaco Charles Manson, o famigerado assassino de Sharon Tate.
Em 1994 gravaram "Simpathy For The Devil", dos Stones, e a música entrou na trilha sonora do filme Entrevista com o Vampito, de Neil Jordam.

Apartir daí a banda vem se desfazendo. Em 1995 Gilby é demitido por desentedimentos com Axl. Já em 96 quem deixa a banda é Slash, para desespero dos fãs. Segundo Axl, ele e Slash não estavam se entendendo no processo de composição das músicas para o novo álbum.
Em 97, Duff e Matt também deixam a banda. Os motivos alegados foram o perfeccionismo e a demora de Axl para concluir o novo álbum.
Depois de várias promessas não cumpridas para o lançamento do álbum, em 1999 é lançado a música Oh My God na trilha sonora do filme End Of Days (O Fim dos Dias). No mesmo ano, em novembro, é lançado o álbum duplo ao vivo Live Era, contendo vários sucessos da banda como Welcome To The Jungle, Paradise City, Sweet Child O' Mine, November Rain, You Could Be Mine, Don't Cry, Patience, a inédita It's Alright, entre outras.
No mês de junho de 2000 Axl, finalmente, aparece publicamente depois de 7 anos "escondido". Ele foi a um show do Gilby onde juntos cantaram Dead Flowers e Wild Horses, músicas que tocavam quando estavam juntos no Guns. Segundo os "sortudos" que estavam no show, tanto a aparência de Axl quanto sua voz estão ótimos.
O novo álbum já entitulado Chinese Democracy está prometido para ser lançado até o final do ano. Enquanto isso esperamos a volta triunfal da maior, mais perigosa e mais conturbada banda do mundo.

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